Softwares para “Smart Cities” – caminho atrativo para empresas de TI

Embora seja aplicado há pouco tempo no Brasil, o conceito de “Smart Cities”, Cidades Inteligentes, já é realidade em nosso país. Neste sentido, desenvolver softwares para prefeituras e governos dispostos a investir na modernização da máquina pública pode ser um caminho interessante para empresas de TI.

 

Em entrevista exclusiva à Assespro-SP, o cientista político Leonardo Queiroz Leite* menciona que os governos têm percebido a necessidade de incorporar práticas da iniciativa privada para obterem melhorias de performance, no sentido de tornar as cidades mais inteligentes e sustentáveis.
O conceito de Cidades Inteligentes tem como base o aproveitamento das tecnologias para ajudar a solucionar os problemas dos grandes centros urbanos. A ideia ganhou força nos últimos anos, especialmente pela construção do zero de cidades inteligentes como Songdo, na Coreia do Sul, e Masdar, em Dubai.

 

No estado de São Paulo, Leonardo Queiroz Leite cita que a cidade de Osasco é um modelo que tem sido estudado tanto na universidade, quanto na gestão pública, sobre investimentos na política de modernização da máquina pública. Curitiba é um exemplo ainda mais antigo, segundo ele.

 

Para o cientista político, é preciso mostrar os benefícios em se investir em inovação e trazer ferramentas típicas do setor privado para os gestores públicos que, muitas vezes, conhecem pouco sobre a importância destas práticas ou são resistentes a mudanças deste gênero.

 

Leonardo ressalta que, além de participar de processos de concorrência pública, as empresas de TI devem mapear as prefeituras que hoje podem absorver este tipo de serviço, tendo em vista que, no momento, são raríssimos os municípios que investem na informatização de sistemas que auxiliam na arrecadação de impostos, que otimizam a gestão de saúde, educação, segurança, entre outras áreas.

 

“É preciso se posicionar, não é fácil vender para governos, ainda mais em um contexto de crise e corrupção política”, alerta o cientista político.

 

Conforme ele, ainda são poucas as empresas de TI que desenvolvem softwares para atender este público e a tendência é que novas oportunidades surjam nos próximos anos para atender os futuros agentes públicos interessados em modernizar a forma de governar.

 

*Leonardo Queiroz Leite é Doutorando em Administração Pública e Governo pela Fundação Getúlio Vargas (FGV – SP); Mestre em Ciência Política pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar); professor eventual em cursos de pós-graduação em Gestão Pública. Atua como professor/pesquisador conteudista para cursos de ensino superior e como professor em cursos de extensão universitária.

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