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2011/05/06 - Brasil Econômico - Cooperação Internacional para inovar no Brasil
Artigo de Roberto C. Mayer, publicado na edição de 6 de maio de 2011 do jornal Brasil Econômico, descrevendo a estratégia de inovação denominada de "Plataformas Tecnológicas".


Em qualquer setor da economia é fato que somente as empresas que inovarem terãochance de crescer significativamente e, talvez, disputar mercados adicionaisàqueles nos quais elas surgiram.
No setor mais globalizado e competitivo da economia mundial, a Tecnologia daInformação (TI), este fato é ainda mais relevante: as empresas de TI que nãoinovam se vêem condenadas a prestar serviços, cuja demanda foi gerada pelas inovações produzidas por outras empresas (sejam lá de qual parte do globo estasforem). Em outras palavras, estas empresas não possuem controle sobre o ciclo devida dos produtos e/ou serviços que comercializam, o que se torna numa ameaçacontinuada à sua sobrevivência.
No Brasil, apenas uma minoria das empresas está consciente desta realidade globaldo mundo da TI do século XXI. Uma fração ainda menor já embarcou em projetos deinovação significativos a nível global.
Há alguns anos existem inclusive programas de subsídio à inovação, seja em nívelnacional, ou mesmo em cooperação internacional. Esta última tem a vantagem degerar produtos que já nascem prontos para mais de um mercado.

Entretanto, menos de uma dúzia de empresas brasileiras conseguiram efetivamentecriar projetos de inovação em cooperação com empresas de outros países. Oprincipal país aliado nessa empreitada tem sido a Espanha.
A cooperação internacional para pesquisa e desenvolvimento conjuntos pressupõe umarelação de confiança entre duas ou mais empresas de diferentes países, que não é fácil de ser construída.
Diante do grau crescente de cooperação internacional da Assespro (nossa entidade empresarial do setor de TI) com entidades semelhantes de quase vinte países detoda América Latina e da Península Ibérica, além de órgãos de governo de diversosdesses países, surgiu naturalmente a ideia de capitalizar estes relacionamentos deconfiança para incrementar o número de consórcios internacionais envolvidos emprojetos de inovação, pesquisa e desenvolvimento.
A metodologia sendo usada, desenvolvida originalmente na Europa, é denominada de“Plataformas Tecnológicas”. Esta metodologia determina a existência de um grupo delíderes para cada plataforma, grupos de trabalho temáticos, encontros regularesentre todos os participantes, entre várias outras atividades. Entretanto, as Plataformas Tecnológicas não se constituem formalmente como empresas ou entidades:elas existem apenas para fomentar o surgimento de projetos.
Neste momento cabe-nos participar da liderança de duas destas plataformas: a Plataforma Tecnológica Ibero-Brasileira, que objetiva projetos de inovação entre empresas brasileiras e espanholas, mediante a cooperação da Assespro com a Ametic(entidade de TI da Espanha), e a BraFIP (Brazilian Future Internet Platform), quevisa projetos de pesquisa e desenvolvimento entre empresas, institutos de pesquisae universidades brasileiras, em conjunto com instituições equivalentes de qualquer país da União Européia.
Esperamos, com estas iniciativas, contribuir com a nossa ‘gotinha’ para o aumentoda competitividade da indústria brasileira de TI.
Matéria originalmente publicada http://www.mbi.com.br/mbi/biblioteca/artigos/2011-05-06-brasil-economico-cooperacao-internacional-para-inovar-no-brasil/