Navegação : Página Inicial : Imprensa (546) : Boletins (85)

2011/01 - Edição 43 do Boletim Assespro em Destaque

Leia aqui a 43a edição do boletim "Assespro em Destaque"

 


Ano Novo, Nova gestão

Por Marcos Sakamoto*

Neste mês de janeiro, começou efetivamente a gestão da nova diretoria da Assespro-SP. Tenho a honra de presidir esta entidade que representa um dos principais segmentos da economia e está presente no Estado com o maior participação no PIB do nosso País.

Nestes primeiros meses de mandato, estamos trabalhando para conhecermos mais, não só o perfil e as necessidades dos nossos associados, como também as demandas e anseios de todo o segmento.
Pela nossa proposta, queremos manter e preservar iniciativas da diretoria anterior que tiveram grande impacto para a consolidação da representatividade na nossa entidade. Os acordos, convênios e parceiras internacionais continuarão em destaque neste biênio que se inicia, assim como a nossa proximidade com as demais entidades do setor de TI. Tenho a convicção de que atuando  juntos aumentamos a nossa força frente aos Poderes Executivo e Legislativo.
No entanto, também queremos cuidar e criar novas iniciativas que agreguem e atendam as necessidades dos nossos empresários. Somos uma entidade que representa as empresas de TI e queremos contribuir para solucionar as mais diversas questões, sejam simples ou complexas, que possam afetar ou inibir o desenvolvimento das nossas empresas.
Sabemos de todos os grandes problemas estruturais que afetam o setor de TI, como a falta de mão de obra qualificada, os problemas tributários, a ausência de um plano estratégico de longo prazo para desenvolver o segmento.  O que queremos é, além do debate político, providenciar ações práticas que possam ajudar as empresas a superar estes obstáculos.
Neste sentido, um de nossos principais objetivos será o de atuar na geração de negócios. Além de eventos e encontros entre os empresários e profissionais de TI, queremos buscar oportunidades conjuntas. Pretendemos mapear a atuação das empresas associadas e buscar iniciativas nas quais elas possam trabalhar juntas, com serviços complementares. Queremos formar grandes parceiros para ganharmos poder negociação e, consequentemente, aumentarmos a nossa margem de manobra em eventuais negociações.
Toda a nossa diretoria esta empenhada em identificar as principais necessidades e ajudar, efetivamente, a traçar um caminho para auxiliar as empresas na superação de possíveis entraves.
O nosso planejamento estratégico é uma peça fundamental no controle e direcionamento de nossas atividades e que será constantemente revisitado ao longo do nosso mandato. Já formamos grupos de trabalho para colocar em prática as nossas idéias iniciais.
Queremos ampliar o nosso canal de comunicação com os nossos associados, exatamente para trabalharmos juntos para o crescimento de todas as nossas empresas.
 
Contamos com a participação de todos!
Boa Leitura!
 
* Presidente da Assespro-SP e diretor da Thales Tecnologia Sistemas e Comércio Ltda.

 
Página 01

 
Oportunidade de negócios - Synergy Systems International 
 
 Em dezembro de 2010, representantes da Assespro-SP e da Synergy Systems International, empresa norte-americana especializada no desenvolvimento de sistemas de software flexíveis que atendam às necessidades de gestão do setor público, reuniram-se para discutir as possibilidades de uma futura parceria. Com sede em Washington, nos Estados Unidos, a Synergy Systems International possui 35 unidades espalhadas pelo mundo.
“Em visita ao Brasil, participei de diversos encontros com representantes de empresas privadas e agências governamentais, como o SERPRO, em São Paulo, e com Ministro da Economia e da Ciência e Tecnologia, ambos em Brasília. Tive a oportunidade também de conhecer a Assespro-SP, em reunião com o Sr. Roberto Mayer. A entidade atendeu nossas expectativas ao nos apresentar o grande leque de oportunidades de negócios que podemos ter com as empresas brasileiras”, afirma Ashot Hovanesian, CEO da Synergy Systems International.
A empresa utiliza a plataforma de tecnologia Intelligent Data Manager (IDM). O IDM é um pacote totalmente integrado que permite a coleta de dados online, análise e realização de relatórios. A solução inclui um conjunto completo de ferramentas analíticas, tais como relatórios feitos sob medida, gráficos e mapas, que são especificamente adaptadas às necessidades de nível executivo.
Após uma série de encontros no Brasil, a Synergy identificou uma necessidade específica de implantar e customizar soluções de nível Executive Management Systems (EMS) no País. O Synergy SEM, uma das opções para o mercado brasileiro, permite a gerência de processos internos para facilitar todo o acesso e a análise de métricas e dados críticos no desempenho organizacional.
Segundo Roberto Carlos Mayer, vice-presidente de Relações Públicas da Assespro Nacional e VP de Marketing e Comunicação da Assespro-SP, o networking das empresas brasileiras entre empresas internacionais deve ser ampliado e consolidado, com o objetivo de expandir os serviços e empreendimentos para os demais países do globo.
Para saber mais sobre Synergy acesse o site da Assespro-SP (www.assespro-sp.org.br). Também é possível contato com o Assessor de Relações Internacionais da Synergy, Arshak Hovanesian, pelo e-mail arshak.hovanesian@synisys.com. Os profissionais do setor da Tecnologia da Informação (TI) do Estado de São Paulo iniciaram o ano de 2011 com a diminuição de jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salários. A partir do dia 1º de janeiro todas as empresas de TI - públicas e privadas - devem aplicar a redução de carga horária. 
 
Trabalhadores de TI têm carga de trabalho reduzida em São Paulo
 
A medida é válida apenas para São Paulo, estado que concentra mais da metade dos trabalhadores da área.
 

Página 02

 
Capacitação dos profissionais de TI é um dos destaques para os próximos anos
 O Brasil será palco de grandes eventos nos próximos anos, como a Copa do Mundo, em 2014, e as Olimpíadas, em 2016. Assim como toda a infraestrutura, o mercado e as oportunidades de trabalho no Brasil devem crescer ainda mais, principalmente na área de TI, que permeia todas as áreas de negócios de qualquer empresa.
Segundo Roberto Carlos Mayer, vice-presidente de Relações Públicas da Assespro Nacional e VP de Marketing e Comunicação da Assespro-SP, o crescimento do setor de tecnologia proporcionalmente vai ser ainda maior do que ele é hoje em relação ao PIB.
Para o professor e coordenador do Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da FGV-EAESP, Alberto Luiz Albertin, é normal que nos países selecionados para a realização de grandes eventos mundiais ocorra maior pressão e uma forte aceleração de infraestrutura do país, o que, consequentemente, traz maiores oportunidades de vagas no mercado de trabalho. “O ideal é acompanhar o avanço de novas tecnologias para garantir maior atualização e qualidade aos serviços e produtos que serão divulgados internacionalmente.
“A pressão é natural. A empresa privada deve se preparar para atender a demanda que vem por ai, principalmente as redes de hotelaria e transporte. Já o setor público deve acomodar e atender as solicitações de cidadãos físicos e jurídicos”, afirma.
Vale lembrar que o aumento das vagas no setor de TI não se limitará às áreas onde são utilizadas as tecnologias inovadoras, mas também às consolidadas. “O aumento do número de oportunidades dá a sensação que falta mão de obra no mercado, mas não é bem assim. O maior risco não é o volume e sim a capacitação desses trabalhadores”, afirma Albertin.
Atualmente, o perfil dos profissionais do setor é definido em um quadripé, com quatro áreas de conhecimento específicas para qualquer profissional de TI:
1ª Novas tecnologias: que surgem em maior escala nos últimos anos;  2ª Tecnologias tradicionais: necessárias para a compreensão de todo o funcionamento da TI;  3ª Atuação e negócio: análise do local onde a empresa vai prestar o serviço.  Para ter contato e conhecer as quatro áreas, os estudantes e profissionais podem encontrar boas instituições educacionais que oferecem cursos de graduação, pós-graduação, área acadêmicas, cursos de especialização, MBI etc.Os mega-eventos, ao mesmo tempo em que trazem popularidade, modernidade ao país sede, abrem discussões, com apelo e pressão internacional, sobre as necessidades estruturais e profissionais do país. “Precisamos é cobrir as duas maiores carências do setor no Brasil: aplicação de investimentos em infraestrutura e falhas na política no setor”, analisa o professor.Para aproveitar a boa fase do País e dar um impulso na carreira, é necessário que estudantes e profissionais estejam atentos e comece a se preparar o quanto antes para um emprego promissor. “Os conhecimentos também estão na prática. Significa que estudantes e profissionais devem observar o aparecimento de novos postos, novas tecnologias e novas empresas. Em paralelo, fazer a lição de casa. Ler, estudar, inteirar-se em atualidades, cursos específicos etc. A capacitação, de modo geral, está desligada ao que o profissional quer aproveitar do próprio futuro”, finaliza Albertin.
                                                                                                      

Página 03
 
 
AKTTOM Sistemas aposta em soluções internas para consolidação no mercado em 2011
 
Associada à Assespro-SP desde 1999, a AKTTOM Sistemas Ltda., empresa de desenvolvimento de sistemas e Microsoft Partner, acaba de implantar internamente o Team Foundation Server, um sistema de gerenciamento e desenvolvimento de softwares da Microsoft.
A solução surgiu da necessidade de se criar um gerenciador de sistemas apto para o controle de processos e operações internas, com o objetivo de obter ganho de qualidade e produtividade às empresas. Com a nova solução, a AKTTOM prevê realizar três grandes projetos e encerrar 2011, com um crescimento de 25%.“Estamos com mais duas novidades para este ano: a reformulação do logo da empresa, incluindo mais a nossa visão no design, e a mudança de sede programada para março. O novo prédio foi selecionado pela excelente localização em uma das regiões que mais crescem em São Paulo, a Chácara Santo Antônio. As instalações modernas apresentam os conceitos de sustentabilidade, como reaproveitamento de água, teto solar e otimização do consumo de energia”, afirma Fabio Iko Motta, proprietário e gerente de desenvolvimentos e produtos da AKTTOM Sistemas Ltda.Com a atuação no desenvolvimento de sistemas, a AKTTOM apresenta atuação em três setores distintos: desenvolvimento de sites, com o foco em portais corporativos, desenvolvimento de sistema para a área médica e no desenvolvimento de sistemas especiais.Para a área médica, há doze anos, o carro-chefe da empresa é o Laudo & Imagem: site do programa para médicos especialistas com captura de imagens, vídeos e impressão de laudos personalizados. A empresa atende 400 clientes nesta área, entre eles o Hospital das Clínicas de São Paulo. “Basicamente a área do HC faz todos os diagnósticos utilizando os nossos sistemas. São bilhões de exames realizados no HC há sete anos”, revela Motta.Já a área de sistemas especiais, a empresa possui dois grandes cases, entre eles o sistema de controle dos contratos de mídia do Ibope. O sistema gerencia os contratos de todos os clientes interessados no relatório do Ibope, apontando o período de compra, exigências e dados de faturamento do cliente.Outro case na área é o da Lumma Despachantes, empresa de despachantes que gerencia frotas para os clientes. O “Lumma Frotas” faz todo o orçamento, descreve e acompanha com relatórios periódicos as informações que os clientes precisam. A solução possibilita grande economia de tempo e autonomia aos clientes. Basta entrar no sistema, através de um portal na Internet, que qualquer cliente cadastrado poderá localizar o veículo de sua frota, ver a documentação, notas fiscais, boletos de pagamentos, multas etc. Através do sistema, é realizado todo o acompanhamento da frota.Na fórmula de trabalho, a empresa diferencia-se da concorrência pela apresentação e design modernos. “Toda nossa expertise vem de trabalhos anteriores em agências de publicidade e marketing. Muitas características desse setor foram inseridas no desenvolvimento de nossos sistemas, o que nos traz um grande diferencial entre a concorrência”, afirma Motta.                                                                                                                                 


 Página 04

 
Incentivos fiscais do setor de TI: limitações e proposições de mudanças

Por Mami Ueno*
 
 Considerando as limitações dos incentivos abordados na 1a. parte deste artigo, seguem algumas sugestões de adequações e ajustes na legislação. O intuito é contribuir para a criação de um ambiente de maior segurança jurídica, de equilíbrio de condições de competitividade, de incluir a grande parte das empresas de pequeno e médio porte do setor de Tecnologia da Informação (TI) e com isso dar efetividade à intenção contemplada da Emenda Constitucional de promover a inovação tecnológica.

1 – Quanto ao incentivo à Inovação Tecnológica:a) Permitir o uso do benefício também para empresas enquadradas no Lucro Presumido para fins de IRPJ/CSLL.b) A interpretação do conceito de inovação está sendo seguida àquela do Manual de Oslo, o qual apresenta diversas restrições e limitações. Entendemos que é importante o diálogo entre o setor público e as empresas (representadas por entidades de classe) e chegar em conjunto a um consenso de modo que seja adequado à realidade brasileira. c) Criar mecanismos de controles / solicitação de informações mais claras e objetivas, reduzindo o nível de insegurança jurídica de rejeição do incentivo utilizado pela empresa. Atualmente, são fornecidos à Receita Federal do Brasil (pela DIPJ) e ao Ministério da Ciência e Tecnologia (pelo formulário próprio). Para muitas empresas, é quase inviável operacionalizar esta complexidade burocrática exigida.2 – Capacitação tecnológica:Permitir a aplicação do incentivo para cursos técnicos relacionados à atividade fim da empresa, não se restringindo apenas aos reconhecidos pelo MEC, que corresponde a grande maioria dos gastos com capacitação. Esta é uma restrição que não consta em lei e que foi determinada pela Receita Federal. Sabemos que a grande parte dos investimentos com capacitação são com cursos avançados em linguagem, CMMI, MPS-BR, línguas estrangeiras e gestão de projetos, muitas vezes de vanguarda, realizados no exterior, ou ainda para fins de certificações e/ou credenciamentos junto às corporações que detêm as tecnologias de ponta. Tudo isso, em geral, não estão disponíveis em instituições de ensino credenciados pelo MEC. Portanto, há um contrasenso: se efetivamente queremos incentivar a inovação, não deveriam haver limitações que impeçam nos itens mais importantes e estratégicos para a inovação. 3 – Redução do INSS:Não se restringir apenas à exportação. Permitir a dedução sobre pessoal contratado para inovação tecnológica, ou ainda, ter uma grade de redução gradativa do INSS de acordo com o peso da folha de pagamento sobre o faturamento. Assim como na indústria de equipamentos de informática, o principal insumo é a matéria-prima, portanto tendo-se o principal benefício no IPI e ICMS, no desenvolvimento de software é o capital humano, o que justifica o benefício nos encargos sociais.Uma outra alternativa de proposição está em construir uma regra única, mais simples, transparente e objetiva, que não gere inseguranças jurídicas e que permita a inclusão da maioria das empresas de TI. Nesse sentido, nossa proposição é conceder às empresas de software (independente se sob encomenda, com ou sem customização, etc.) que tiverem projetos aprovados de inovação:a) Permitir a suspensão do PIS/COFINS, desde que destine 5% da sua receita para a inovação tecnológica (cursos, capacitação, equipamentos, certificação, etc.); e/oub) Redução do INSS de acordo com o peso da folha de pagamento sobre o faturamento; ec) Conceder a redução do IRPJ/CSLL, tendo um regra para o lucro real e outra para o lucro presumido.A regra simples, clara e objetiva é o melhor caminho tanto para o contribuinte como para o gestor público, pois:a) Ao gestor público, reduz significativamente o trabalho de fiscalização, de controles, de investimentos em T.I. e de evasão fiscal;b) Ao contribuinte, reduz significativamente a insegurança jurídica e os gastos com a burocracia, permitindo destinar maiores verbas para a atividade fim.(*) Consultora Tributária e Empresarial. Consultora da Assespro/RS e Assespro/SP. Diretora da Ueno Profit.(*) Consultora Tributária e Empresarial. Consultora da Assespro/RS e Assespro/SP. Diretora da Ueno Profit.


Para visualizar o 43º Boletim em PDF clique aqui 

 


Retornar ao Topo da Página


Esta página já foi visitada 278 vezes

Editar esta página (na área restrita)