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2011/04 - Edição 46 - Redes sociais somam benefícios e interatividade aos negócios

Leia aqui a 46a edição do boletim "Assespro em Destaque"



Redes sociais somam benefícios e interatividade aos negócios 

  As mídias sociais vivem um grande boom tanto nos formatos, cada vez mais interativos e reais, quanto na quantidade de adeptos ou seguidores. O que antes era exclusivo ao uso pessoal, seja para o contato diário com amigos e parceiros, hoje passou a integrar o universo das grandes, médias e pequenas empresas. Um dos principais motivos dessa nova visão é a possibilidade da troca de ideias instantâneas com os clientes, fornecedores e parceiros, o que consequentemente aumenta as chances de negócios bem sucedidos. Além disso, especificamente para as empresas de TI, as redes sociais surgem como um novo mercado para desenvolvimento de soluções e novas iniciativas.

  Segundo pesquisa feita pela fabricante de softwares McAfee, em 17 países, o Brasil está entre os países que mais adotaram aplicativos de rede social da Internet, como Facebook e o Twitter, como ferramentas de negócios. De acordo com o estudo, as empresas do Brasil, Índia e Espanha estão entre as que mais adotaram as tecnologias conhecidas genericamente, como a Web 2.0, que incluem as redes sociais. Nos 17 países consultados, mais de 75% das empresas pesquisadas utilizam algum tipo de rede como Facebook ou Twitter nos seus negócios. No Brasil, Espanha e Índia, o índice superou 90%.

 
Só no Brasil, nove em cada dez empresas afirmam que estão lucrando com as ferramentas. O mesmo índice foi registrado na Índia, Emirados Árabes Unidos e México. Atualmente, entre as redes sociais mais populares no cenário corporativo brasileiro estão o Facebook e o Twitter, cada um com suas peculiaridades e benefícios. O Facebook, por exemplo, está destinado à interação de assuntos, como mercado de trabalho, dinheiro e habilidades em comum. O Facebook pode ser observado como uma mídia altamente rentável para as empresas de produtos ou de serviços.

 
Quando uma empresa se cadastra no Facebook, cria a chamada “Fan Page” (página inicial), que a página inicial da empresa na rede. Qualquer usuário, ao entrar na Fan Page, pode se tornar fã da empresa, navegar pelo conteúdo e descobrir um bom produto ou serviço. Muitas vezes, o indivíduo que se interessa acaba direcionado, automaticamente, ao site da empresa, o que, além de aumentar o fluxo do portal, pode transformar o visitante em um futuro cliente ou até um parceiro de negócios. Quando satisfeito, o usuário do Facebook geralmente retornar à Fan Page, compartilha as informações com os amigos e o ciclo recomeça. 

 
“A interação é uma característica peculiar do Facebook. Ele permite a convergência com diversas mídias ao mesmo tempo, ou seja, cada usuário é livre para postar informações, arquivos e dados de diversas mídias, de folders informativos à podcasts”, afirma Fábio Souza, consultor de Web Analytics da CLM.

 
Para o uso das redes sociais, no entanto, a empresa deve ter consciência de que será necessário investimentos e planejamento da ação. Primeiramente, a empresa deve realizar um levantamento de informações de interesse para o público e desenvolver um conteúdo com foco nas premissas e expectativas de todos. Se precisar, a empresa pode abrir tópicos com temas, discussões e informações mais segmentadas para cada perfil de público.
 
 
“Muitas pessoas ainda não medem o poder das redes sociais. É preciso ter bem claro a visão que você poderá obter sucesso ou fracassar com informação que possa desagradar seus clientes. A repercussão das informações em redes sociais é 90% mais rápida que qualquer outro tipo de mídia”, afirma o consultor.

 
Em diversos países, principalmente nos Estados Unidos, já existe um mercado consolidado no Facebook e empresas atuando com seriedade, obtendo retorno e justificando grandes investimentos nesta mídia. Já no Brasil, a situação é um pouco diferente.

 
O público das mídias sociais no País ainda está em maior número no Orkut. São atualmente cerca de 70 milhões de perfis. Por outro lado, o Orkut cresceu em 2010, segundo dados do ComScare, apenas 28%, enquanto o Facebook teve um crescimento de 258% no mesmo ano e atingiu em 2011 cerca de 13,5 milhões de usuários.

 
Além disso, o comportamento e o público de cada uma dessas mídias estão cada vez mais distintos. Enquanto o Facebook se consolida nas classes A e B, o Orkut é formado pelas classes C e D, um público que necessita de uma identidade digital.

   Os brasileiros ocupam o 12º lugar no ranking de usuários do Facebook no mundo, com um dos mais altos índices de crescimentos nos últimos três meses (52%), segundo o socialbakers.com. Os Estados Unidos encabeçam o ranking com 152 milhões de usuários, seguidos de longe pela Indonésia, com 35 milhões.

  
Para aproveitar o crescimento acelerado do Facebook e ter resultados satisfatórios, muitas empresas já direcionam boa parte dos investimentos de marketing em ações focadas nessas redes. “Algumas companhias já ultrapassam 160 mil fãs e têm crescimento na ordem de mais de mil por dia, em média. Essas empresas conseguem interagir com o público, possuem ganhos de visibilidade da marca e consequentemente, transformam suas campanhas em ações mais interativas”, analisa Souza.

 
“Para melhor integração empresa e usuário é necessário uma medição de satisfação do público. Há, no mercado, ferramentas de métricas que capturam as informações, medem, analisam e processam o poder da presença digital. Assim, as empresas podem ter um relatório completo de quais postagens geraram mais retorno à empresa”, finaliza Souza.

 

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