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2011/07 - Edição 49 - Computação visual de alto desempenho em notebooks para consumidores

Leia aqui a 49a edição do boletim "Assespro em Destaque"



Computação visual de alto desempenho em notebooks para consumidores

Por Dave Valdovinos

Como você sabe, a lei de Moore prevê que o número de transistores em um chip dobrará aproximadamente a cada dois anos. Isso resultará em chips cada vez menores, permitindo que cada vez mais transistores sejam agrupados em um espaço pequeno. A medida que o número e a densidade dos transistores aumentam,  também melhora a capacidade de aumentar a complexidade de um dispositivo, permitindo alavancar o desempenho do PC à medida que núcleos de computação adicionais, controladores de memória e outras funções primordiais sejam integradas ao mesmo processador (CPU)     

Tradicionalmente, as CPUs dependem do chipset do PC para fazer a interface com os módulos de memória e outros componentes essenciais. Antigamente, muitos desktops usados para atividades diárias e a maioria dos notebooks continham um processador gráfico (GPU) integrado no chipset do PC. Esta abordagem de gráfico integrado com dispositivos de CPU e GPU/chipset separados reduzia o custo do sistema e normalmente era satisfatório para usuários padrão, mas os jogos e outros aplicativos que utilizam gráficos tendiam a falhar. Isto leva à suposição por parte dos usuários e desenvolvedores de que aplicativos que utilizam gráficos intensamente necessitam de um computador com gráficos discretos ao invés de integrados.
 
Inovações recentes em tecnologias de processadores permitiram um grande salto em desempenho se comparado às gerações anteriores de gráficos integrados. Nos mais novos projetos, como os da 2ª geração da família de processadores Intel® Core™, o GPU está integrado em um único chip juntamente com a CPU. Levar o GPU do chipset para o processador aumenta o desempenho gráfico do processador significativamente devido ao acesso ao cache integrado, à comunicação mais rápida entre CPU e GPU e à maior velocidade do clock. Esta abordagem de gráficos de processador significa desempenho gráfico aperfeiçoado sem a necessidade de um hardware gráfico separado, fornecendo um desempenho para jogos convencionais que também competitivo em comparação com placas gráficas discretas básicas.
 
Outro grande beneficio da nova integração entre CPU/GPU é a aceleração gráfica baseada em hardware, o que melhora o desempenho das mídias sem precisar de hardwares adicionais. O conteúdo de vídeo armazenado em discos rígidos, DVDs, filmadoras, telefones celulares ou em mídia de radiodifusão normalmente está comprimido e codificado em um formato específico. Quando um usuário quer tocar esse conteúdo, gravá-lo em um DVD ou Blu-ray, ou copiá-lo no seu celular, este deve primeiro ser decodificado e recodificado em um novo formato, um processo que utiliza recursos e tempo intensamente. Suporte de vídeo baseado em hardware acelera a decodificação e codificação resultando em um tempo de conversão significantemente menor (pense em minutos ao invés de horas), ao mesmo tempo em que permite que o processador complete outras tarefas para um melhor desempenho geral do PC.

Não é de se surpreender que a tendência de gráficos de processadores parece estar tendo muita aceitação: segundo a Mercury Research1, as remessas de gráficos de CPU integrados para portáteis representaram 30% do total de componentes gráficos de PC (125M) expedidos no primeiro trimestre de 2011. Isto representa um aumento de 134% frente ao primeiro trimestre de 2010, quando as remessas de gráficos de CPU integrados para portáteis representaram somente 13% do total de componentes gráficos de PCs.

Notebooks: Crescimento conduzido pelo Consumidor

A combinação potente de produtividade, desempenho e portabilidade que fez do notebook um negócio constante por tantos anos está sendo adotada cada vez mais pelo consumidor. As vendas de notebooks têm ultrapassado as de desktops há algum tempo. Segundo um artigo na Wikipédia, a primeira vez em que as remessas de notebooks ultrapassaram as de desktops foi no terceiro trimestre de 2008.
 
Independentemente de ser comprado como um computador adicional ou como um substituto de um desktop, os consumidores estão usando seus desktops e notebooks pra criar, editar ou converter conteúdo digital (imagens, músicas ou vídeo em HD), sincronizar seus dispositivos moveis, ver ou baixar vídeos em HD, compartilhar conteúdos através de redes sociais e jogar. O que a maioria destes usos fundamentais têm em comum é que eles são em sua maioria aplicativos visuais que requerem um desempenho gráfico e de computação substancial. Os jogos para PCs são uma atividade que está crescendo rapidamente. O último relatório Horizons da PC Gaming Alliance relata que o mercado global de jogos para PCs alavancou com uma receita recorde de $16,2Bilhões em 2010, representando um crescimento de 20% em relação a 2009.

Inovações de aceleração de vídeo baseadas em gráficos de processadores e hardwares fez com que os usuários repensassem suas suposições sobre sistemas gráficos discretos, fazendo com que o notebook seja novamente considerado, mesmo por usuários que utilizam gráficos intensamente.

O maior desempenho fornecido pelos mais novos processadores de GPU/CPU de chip único vai mudar o jogo e se aplica bem para o uso visual de PCs com uso intenso de gráficos como jogos e mídia digital. Sendo a solução gráfica mais comprada por consumidores de notebooks, é seguro afirmar que gráficos de processadores continuarão a melhorar com mais capacidade e melhor desempenho a cada ano. 

 A Lei de Moore pode ser a razão pela qual uma quantidade sem precedentes de capacidade de processamento literalmente caiu no colo dos usuários, mas este poder só pode ser realmente liberado por desenvolvedores especialistas que garantam que seus aplicativos possam brilhar com as mais novas tecnologias de gráficos de processador. Empresas que desenvolvem aplicativos visuais com uso intenso de gráficos estão bem posicionadas para aproveitar o mercado consumidor ao otimizar seus softwares para os gráficos de processadores. 

 * Gerente de Produtos do Grupo de Softwares e Serviços da Intel e passou os últimos 25 anos desempenhando várias funções de marketing de produto e tecnologia. Sua formação inclui Bacharelados em Matemática/ Ciência da computação e Mestrado em Administração de Empresas.
 
 

 
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