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2011/08 - Edição 50 - Aumenta procura de serviços de TI para o setor público
Leia aqui a 50a edição do boletim "Assespro em Destaque"

Aumenta procura de serviços de TI para o setor público
Recente estudo encomendado à IDC pela Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes) revela que 75% das empresas de TI dedicam-se ao desenvolvimento, distribuição e comercialização de softwares. Ao todo, cerca de 8,5 mil empresas fazem parte do setor de TI atualmente. Deste total, 94% são micro e pequenas empresas.
Ainda de acordo com a pesquisa, o governo foi o setor que apresentou o maior aumento no consumo de TI no último ano, perdendo apenas para os setores financeiro e industrial, que juntos representaram 45% do mercado consumidor.
“Atualmente, o governo é um dos maiores consumidores de tecnologia e, a cada ano, aumenta sua necessidade de novas opções de ferramentas. Isso fomenta a competitividade das empresas prestadoras de serviços de TI”, afirma Corinto Meffe, gerente de Inovações Tecnológicas da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento.
Para Meffe, o governo é um apoiador das inovações, principalmente pela atual política de transparência nas informações e dados administrativos do governo. “Vemos movimentos da sociedade e de entidades representativas que cobram maior detalhamento das ações prestadas pelo governo. Com isso, nada melhor que nos integrar às novas tecnologias. O novo Portal do Software Público é um exemplo”, explica.
Outro fator para o aumento da demanda, de acordo com Meffe, é que os profissionais buscam cada vez mais a otimização dos processos e uma melhor prestação de serviços aos cidadãos de cada município. “As empresas desenvolvedoras de software precisam buscar a fabricação de soluções que ampliem e assegurem a democratização de informações e processos”, afirma Meffe.
Para Ricardo Fukuda, vice-presidente do Grupo Giap, a tendência, que deverá permanecer nos próximos anos, é o uso da tecnologia como instrumento de democracia digital, com informações inseridas e aperfeiçoadas em tempo real. Um fato que acelerou esse processo é a nova Lei de Responsabilidade Fiscal, pela qual os prefeitos devem ter controle das suas contas e compras, para que haja maior controle de caixa ao final do mandato de cada gestor público, servindo assim como auxílio para o controle das despesas.
“Hoje, a tecnologia faz com que a administração pública atue no conceito de Governo 2.0, onde as informações e os serviços públicos estarão à disposição de qualquer cidadão na web, podendo ser acessados em qualquer lugar e a qualquer hora”, afirma Fukuda.
Para o VP da Giap, dentro de poucos anos, os atendimentos públicos serão migrados do formato presencial para o online. “Isso facilitará a vida dos cidadãos, principalmente os que possuem problemas de mobilidade”, ressalta Fukuda.
Entre as áreas de serviços públicos que mais demandam o uso da tecnologia, estão:
- Financeira: por meio das áreas tributária e administrativa (RH, com folha de pagamento integrada pela web);
- Educação: demanda para o controle acadêmico, controle de vagas nas escolas, listas de espera etc.
- Saúde: facilitação no agendamentos de consultas e distribuição de medicamentos;
- Assistência Social: melhorias na administração e coordenação de recursos disponibilizados aos atendimentos de pessoas carentes por igrejas, entidades filantrópicas etc;
- Segurança: desenvolvimento de catálogos de segurança e geração de mapas da violência, sistemas de GPS que integram viaturas das polícias estadual e municipal ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).
Case de sucesso
Seguindo a tendência de transparência, o Grupo Giap implantou na Prefeitura Municipal de Guarulhos, na Grande São Paulo, o portal Tecnologia Cidadã. A página tornou-se referência mundial por oferecer diversos serviços públicos na Internet, além de desburocratizar os procedimentos e melhorar o atendimento aos moradores do município. “Com a tecnologia Oracle (Oracle Application Express), o serviço foi implantado em tempo recorde: foram desenvolvidos dez portais em apenas oito meses, permitindo acesso a mais de 700 serviços. A circulação de cerca de 1.500 ofícios diários foi digitalizada, o que representou uma economia de cerca de 280 mil folhas de papel em seis meses”, explica o vice-presidente.