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2011/10 - Edição 52 - Investimentos e incentivos às empresas do setor de TIC
Leia aqui a 52º edição do boletim "Assespro em Destaque"

Investimentos e incentivos às empresas do setor de TIC
Neste ano, o governo brasileiro divulgou diversas políticas e ações com a finalidade de impulsionar pesquisas e inovações de empresas nacionais. No mês de agosto, por exemplo, foi anunciado o Plano Brasil Maior. Trata-se da nova política industrial, que visa melhorar a competitividade das empresas nacionais, tanto no mercado interno como externo, com propostas de mudanças nos impostos sobre folha de pagamento e incentivos para aumentar as exportações. Para o setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), o programa fornecerá uma variedade de incentivos.
"As empresas de TI são um dos grandes beneficiários da nova política de Dilma Rousseff. Acreditamos que este é o resultado de inúmeras ações que entidades representativas fizeram ao longo dos anos. Em 2010, nós (da Assespro) e outras entidades representativas do setor, como a ABES e SOFTEX, elaboramos um documento que apresentamos sugestões de medidas necessárias ao setor para representantes do governo. Entre as propostas estava a desoneração da folha de pagamento", afirma Roberto Mayer, vice-presidente de Relações Públicas da Assespro.
Em paralelo a nova política industrial, o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) está elaborando a segunda edição do Plano de Ação em Ciência, Tecnologia, e Inovação (PACTI 2) para o período 2011-2014. Como uma questão prática, o MCT aumentou em 50% os recursos destinados a FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos), agência que financia a inovação nas pequenas empresas.
Um dos objetivos é transformar a FINEP em um banco público, com mais capacidade para financiar os projetos de inovação e pesquisas empresariais e acadêmicas. Este projeto ainda necessita da aprovação do Banco Central do Brasil (Bacen). O foco seria financiar a investigação e inovação em pequenas e médias empresas, que não são tão bem servidos pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
O setor de TIC é um dos que mais precisam de investimentos. Todos os setores da economia utilizam soluções de tecnologia, que, por sua vez, estão em constante atualização. Para se ter maior competitividade e modernidade, as empresas necessitam investir em business intelligence, ferramentas de desenvolvimento, como softwares ERP (Enterprise Resource Planning), Supply Chain Management e computação em nuvem. A inovação contínua está presente na rotina do mercado.
Eventos como a Copa do Mundo, em 2014, e Olimpíadas, em 2016, devem ser grandes propulsores da economia brasileira e particularmente do setor de TIC. “Tudo o que necessitamos para organizar os eventos mundiais passam por tecnologias. As empresas e o governo estão com investimentos e melhorias em gestão, estrutura de transportes, segurança, logística, indústria de bens e consumos, comércio, hotelaria, entre diversos setores que serão acionados”, afirma o Prof. Dr. Cledson Akio Sakurai, pesquisador do PEA-LSA da POLI/USP (Escola Politécnica de São Paulo).
Segundo Akio, tudo se tornará mais efetivo com a tecnologia. “Os aeroportos terão diversas tecnologias que serão implementadas não só nas cidades sedes, mas também nas cidades turísticas próximas”, ressalta Sakurai.
As empresas que desenvolvem ou comercializam soluções/ produtos de TI já podem sentir o aumento da procura por soluções inovadoras. A infraestrutura de estádios será modernizada com a utilização de câmeras de alta definição, detectores de metais mais eficazes, tecnologias para a identificação de aglomerações e leituras digitais. Já no transporte, há a necessidade de sinalizações mais modernas e GPSs, com informações sobre o fluxo de trânsito, os municípios próximos aos jogos, hospitais, restaurantes, hotéis, pousadas etc.
“Para obter maior expertise, desenvolvendo e fornecendo projetos, soluções e produtos com maior agilidade, as empresas precisam estudar, conhecer e estreitar relacionamentos com diversas entidades, nacionais e internacionais ”, afirma Sakurai. “A Comissão Europeia, por exemplo, possui uma linha de financiamentos específicos para facilitar a aproximação de países da América Latina que desejam comercializar com os países que compõem o bloco”, acrescenta o pesquisador da POLI/USP.
Entre os recentes projetos para o setor de TIC, está o FORESTA (Fostering the Research Dimension of Science and Technology Agreements), um painel internacional com o objetivo de desenvolver e promover o setor de TIC entre os países que compõem a América Latina e a União Europeia. O evento, realizado em setembro, discutiu temas, como: Inclusão Digital e Cidades do Futuro.
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