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2011/07 - Edição 49 - Representante da SOFTEX Campinas discute Linhas de Créditos para MPEs

Leia aqui a 49a edição do boletim "Assespro em Destaque"




Representante da SOFTEX Campinas discute Linhas de Créditos para MPEs

No dia 12 de julho, o evento “TICs - Linhas de Crédito & Capacitação para Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação” reuniu micro e pequenas empresas (MPEs) para abordar e discutir temas relevantes ao setor de TIC. O seminário, realizado no auditório da Escola Paulista de Direito (EPD), no centro de São Paulo, contou com palestras sobre capacitação profissional para as MPEs e formas de Linhas de Crédito para empresas de TICs.

Entre as apresentações, Fábio Pagani, representante da SOFTEX Campinas, consultor especializado em Exportação, Captação de Recursos e Gestão de empresas de software e coordenador do ActMinds, conversou com o Boletim “ASSESPRO-SP Em Destaque” sobre estruturação e formatação das MPEs para captação de linhas de crédito, fomentos e sobre o BNDES Prosoft - Programa para o Desenvolvimento da Indústria Nacional de Software e Serviços de TI.

Assespro-SP: Em sua apresentação, você abordou as características de fomentos e financiamentos específicos às MPEs. Qual a melhor opção para esse grupo de empresas?

Pagani: O BNDES é um ótimo recurso que as MPEs podem procurar, pois, mesmo se a empresa não está apta ao empréstimo, o BNDES envia uma lista com todas as ações que a empresa deve alterar e obter para conseguir o empréstimo. Ele aponta as falhas para uma próxima tentativa.

Assespro-SP: Qual a diferença de financiamento e fomento?

Pagani: Os fomentos são apresentados através de editais e caracterizam-se por ações específicas e determinadas, são não reembolsáveis e possuem restrições às aplicações dos recursos. Por ano, são apoiados de 1% a 2% dos projetos apresentados para fomento. Já os financiamentos são linhas de créditos em bancos para o apoio e necessidade da empresa. Neste caso, possuem poucas restrições à aplicação, seguindo o fluxo da empresa, e é reembolsável. Ao tomar esta decisão, os empresários devem se ater aos juros cobrados pelas instituições financeiras.

Assespro-SP: Onde as empresas podem buscar fomento?

Pagani:
No Brasil, temos órgãos de fomento como a FINEP e o (CNPq). No Estado de São Paulo, o principal órgão é a FAPESP.

Assespro-SP: O que pode ser pago com o financiamento privado, financiamento público e com o fomento?

Pagani: O recurso do financiamento privado paga-se a comercialização da empresa. O financiamento público integra a pesquisa ou a inovação desejada. Já o fomento deve, precisamente, envolver uma inovação comprovada com pesquisas atreladas ao serviço/produto.

Assespro-SP: O que financiam os chamados bancos de desenvolvimento?

Pagani: Os bancos de desenvolvimento costumam financiar a implantação e a expansão das atividades da empresa, a modernização das atividades produtivas, os investimentos em infraestruturas, a comercialização no Brasil, a capacitação tecnológica e programas de apoio da Nossa Caixa e Prosoft (Programa do BNDES para o Desenvolvimento da Indústria Nacional de Software e Serviços de Tecnologia da Informação).

Assespro-SP: O que as agências financiam no Brasil?

Pagani: As agências financiam pontos como as inovações de mercado, ações ligadas à política econômica, formação de recursos humanos, parceiras com instituições de pesquisas ( como USP e Unicamp) e apoios a acordos com a FINEP e o BNDES.

Assespro-SP: Como a empresa deve se preparar para a realização e apresentação do seu projeto?

Pagani:
Uma empresa que queira apresentar qualquer tipo de projeto deve ter em mente que o projeto concorre com milhares de outras empresas de todo o Brasil ou do estado a qual pertence. Portanto, a competitividade é imensa. O início do projeto deve ser centrado em um fluxo de criação desse projeto, ou seja, um grupo de pessoas que será responsável pela criação e desenvolvimento do projeto. O projeto deve conter etapas, como: a ideia (objetivo), a definição das necessidades, um projeto escrito (claro e conciso), as fontes e, por fim, a empresa deve procurar agências para o fomento ou financiamento.

Assespro-SP: O que as empresas que querem os recursos NÃO devem fazer?

Pagani: As empresas devem se informar sobre todos os pontos necessários para a obtenção dos recursos, como o fato de todos os projetos estarem ligados às políticas públicas e inovações. Outro ponto é que os empresários devem ter em mente que os recursos públicos NÃO são uma salvação para problemas da empresa e que os impostos não vão retornar à empresa.

Assespro-SP: Especificamente sobre o BNDES Prosoft, gostaria que explicasse um pouco sobre o programa.

Pagani: O programa do BNDES Prosoft é muito interessante para o setor de TI, pois ele é o responsável pelo apoio, na forma de financiamentos ou subscrição de valores mobiliários, para a realização de investimentos e planos de negócios de empresas produtoras de softwares e fornecedoras de serviços de TI. Este programa possui vigência até 2012 e é parceiro da Assepro e da Softex. O intuito maior é fortalecer os processos de P&D (Pesquisa & Desenvolvimento) – Inovação nas empresas brasileiras de TI.

 

Para visualizar o 49º Boletim clique aqui

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