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2010/08/15 – Folha de S. Paulo - Qualificação é um dos benefícios
Matéria publicada no Jornal Folha de S. Paulo
Qualificação é um dos benefícios
Empresas de software que se internacionalizam ficam mais competitivas, dizem consultores.
A ampliação de mercado, o aumento da capacidade de competir, inclusive no mercado interno, e o consequente amadurecimento dos negócios são as vantagens de iniciar o processo de internacionalização, de acordo com consultores e empresários ouvidos pela Folha.
"A exportação exige um nível de qualidade maior", atesta Roberto Mayer, presidente da Assespro-SP (Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, Software e Internet).
A presença das estrangeiras no Brasil, acrescenta Antonio Almeida, diretor da AT Kearney, "exige a adoção de padrões mais rígidos, de nível internacional".
Há situações, entretanto, em que elas passam de concorrentes a aliadas. Foi o caso da P3D, que vende softwares educacionais em dez línguas para mais de 20 países com o apoio da Microsoft.
A norte-americana ofereceu-lhe o sistema operacional Windows com pacote de caracteres especiais e ideogramas para teste dos softwares em desenvolvimento.
Nascida no Cietec (Centro Incubador de Empresas Tecnológicas), a empresa participou de suas primeiras feiras internacionais em 2005.
Hoje, 20% dos R$ 3 milhões que vende são oriundos do exterior. "Prevemos chegar a R$ 20 milhões em cinco anos. Metade disso deverá vir de fora", afirma o sócio Mervyn Lowe, 44.
CRÉDITO
Apesar de a exportação de softwares ser um nicho em alta, entidades e empresários reclamam da falta de linhas específicas de financiamento e de incentivos fiscais.
Há um ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto que reduz de 20% para 10% a alíquota da Previdência sobre a folha de pagamento de empresas de TI com foco em exportação.
"Na ponta do lápis, significa só 1% para o caixa da empresa", diz Roberto Mayer.
O Prosoft, programa do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) que financia empresas exportadoras da área, também é criticado pelas exigências consideradas fora da realidade das pequenas.
Ele exige um valor mínimo para financiamento direto de US$ 200 mil e só pode ser solicitado por empresas que estejam constituídas e em operação há mais de cinco anos.
Originalmente publicado em http://www1.folha.uol.com.br/fsp/negocios/cn1508201002.htm