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2010/08/26 – DCI - Setor de tecnologia quer ampliar ganhos a US$ 120 bi até 2020

Matéria publicada no jornal DCI

Setor de tecnologia quer ampliar ganhos a US$ 120 bi até 2020

 

SÃO PAULO - O setor de tecnologia da informação (TI) brasileiro quer registrar faturamento anual de US$ 120 bilhões até 2020. Para atingir este objetivo, representantes das principais entidades de TI elaboraram um documento com reivindicações para os candidatos ao governo federal, estados e Poder Legislativo. A principal proposta refere-se a alterações na estrutura tributária das empresas de software e serviços em TI, que conjuntamente faturaram no ano passado US$ 61,9 bilhões.

 

"Os encargos sobre a folha de pagamento, em torno de 36%, restringem o emprego formal nas empresas de TI. Solicitamos que os encargos sociais sejam cobrados sobre o faturamento das empresas, e não sobre a folha", afirmou o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) Antonio Carlos Gil. Dessa forma, o setor pode ampliar de 3,5% para 5,3% sua representatividade no PIB até 2020.

 

O déficit de profissionais em TI está atualmente em 71 mil pessoas, número este que poderá saltar para 200 mil até 2013. "Para vencer o desafio de aumentar em 50% o peso relativo do setor de tecnologia da informação sobre o PIB, o País precisará incorporar cerca de 750 mil novos profissionais ao mercado", afirma. Atualmente, o setor emprega mais de 600 mil profissionais, com salários que podem atingir o dobro da média nacional, diz documento.

 

Outro filão para o setor de TI brasileiro é o mercado externo. O setor afirma que o valor das exportações de serviços de TI tem potencial para sair da casa dos US$ 3 bilhões alcançados no ano passado para algo próximo a US$ 20 bilhões. "Feitas as reformas necessárias e ao intensificar ações de apoio e promoção, o setor de TI poderá assumir a liderança da pauta de exportação de serviços do Brasil", diz a carta, ao acrescentar que cerca de 94% das empresas estão enquadradas entre micro e pequenas, 5% como médias e apenas 1% como grandes.

 

Originalmente publicado em http://www.dci.com.br/noticia.asp?id_editoria=6&id_noticia=339815

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