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2010/12/02 – Elsevier - Teletrabalho: estratégia ou faz de conta?
Matéria publicada no site Elsevier
Teletrabalho: estratégia ou faz de conta?
O uso do teletrabalho avança lentamente no Brasil, embora de forma irreversível: mesmo grandes empresas, e principalmente no nosso setor de TI, já se valem da redução de custos em instalações fixas, que resulta da possibilidade de não precisar ter mesas, cadeiras, telefones, pontos de rede, café, etc. etc. para todos seus funcionários ao mesmo tempo. Entretanto, o tema teletrabalho não vem merecendo publicamente a importância que merece. Não são apenas as empresas que se beneficiam com o teletrabalho: a redução do tempo perdido pelos funcionários com o deslocamento de suas residências para o trabalho e vice-versa também é imediata. O teletrabalho ainda facilita a inclusão no mercado de trabalho, daqueles trabalhadores que possuem dificuldades de locomoção, sejam eles portadores de alguma deficiência, ou apenas moradores de localidades distantes de grandes centros. A instalação de home-offices também torna a tecnologia disponível de forma mais completa para as famílias dos funcionários. No Brasil, diversos projetos de Lei sobre o tema tramitam no Congresso há anos, entretanto, as últimas propostas visam autorizar o Poder Executivo a construir Centros de Teletrabalho. Esse formato de teletrabalho não somente anula quase todos os benefícios do teletrabalho, como ainda cria um novo espaço para a atuação da burocracia. Com muito menos dinheiro público, os trabalhadores que não dispõem de instalações de teletrabalho em casa (e/ou seus empregadores), poderiam ser agraciados com um subsídio em financiamentos para a aquisição dos equipamentos necessários. (Publicação consultada: Administradores.com.br)
Originalmente publicado em http://www.elsevier.com.br/site/noticias/Noticias-detalhe.aspx?seg=6¬iciaid=81610